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Benfica já tem perto de 110 milhões de euros

Quase 110 milhões. O Benfica ainda não jogou uma bola e já está a mandar no mercado.

Quase 110 milhões. O Benfica ainda não jogou uma bola e já está a mandar no mercado.

O mercado oficial ainda não abriu e o Benfica já tem perto de 110 milhões de euros em transferências confirmadas ou garantidas. Florentino ao Burnley, Kokçu ao Besiktas, Sidny Cabral, Rafa Rodrigues, Gonçalo Oliveira e os prémios contratuais somam um encaixe que poucos clubes europeus conseguem igualar nesta fase.

O mercado de transferências ainda não abriu e o Benfica já está perto dos 110 milhões de euros em operações fechadas. É dinheiro real, contratualmente garantido, resultado de uma gestão que transformou saídas em cheques antes de qualquer bola ser chutada na próxima época.

A última confirmação chegou esta sexta-feira. O Burnley activou a cláusula de compra obrigatória de Florentino Luís por 24 milhões, somando aos dois do empréstimo para um total de 26 milhões, sem um cêntimo em comissões a intermediários. Antes disso, o Besiktas garantiu a compra definitiva de Orkun Kokçu por 25 milhões fixos, com mais cinco de variáveis por objectivos. Dois negócios conduzidos directamente pela estrutura encarnada, sem pagar a agentes, poupando mais de oito milhões só nessas duas operações.

 

O trabalho de Rui Pedro Braz não ficou por aqui. Sidny Cabral rendeu cerca de 10 milhões ao Trabzonspor. Gonçalo Oliveira saiu por 3,5 milhões para o Rennes, com cláusula de recompra que mantém o Benfica no controlo do futuro do jogador. Rafa Rodrigues, formado no Seixal, foi vendido em definitivo ao Al Ain por 2,5 milhões. O prémio de desempenho contratual ligado à venda de João Neves ao PSG acrescentou mais dois milhões. E a cláusula de rescisão de José Mourinho, activada pelo Real Madrid, traz 15 milhões garantidos, ainda que por chegar, o que representa sozinha cerca de 15% do encaixe total.

 

A soma aproxima-se dos 110 milhões. Para perceber o que este número significa, basta comparar com o outro lado do mercado: o Botafogo deve ainda 11 milhões ao Benfica pela venda de Arthur Cabral, concluída há um ano, com apenas um milhão pago. São duas formas muito diferentes de fechar negócios, e o Benfica aprendeu a escolher bem com quem negoceia.

 

Marco Silva chega com plantel para construir e dinheiro para trabalhar, resultado de uma política de vendas que geriu saídas com cláusulas obrigatórias, cedências remuneradas e negociações sem intermediação. O Benfica está pronto para atacar o mercado, não apenas para reagir a ele.

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