
Volte-face nas negociações entre Benfica
Marco SilvaApós a quebra no diálogo, Benfica e Marco Silva voltaram a sentar-se à mesa, na tentativa de alcançar um acordo que viabilize a chegada do (ainda) treinador do Fulham à Luz, para fazer face à saída iminente de José Mourinho para o Real Madrid
Aautêntica ‘novela’ em que ameaça tornar-se o diálogo entre o Benfica e Marco Silva conheceu, no passado domingo, um novo volte-face, dado que, depois de uma súbita quebra que chegou mesmo a ameaçar as negociações entre ambas as partes, estas optaram por sentar-se, uma vez mais, à mesa.
De acordo com a edição desta segunda-feira do jornal A Bola, a direção liderada por Rui Costa demonstrou abertura para fazer um esforço financeiro (e não só) para ultrapassar todas as divergências com o treinador português, que continua a ser o mais forte candidato a assumir o comando técnico dos encarnados, face à iminente saída de José Mourinho.
Nesse sentido, o líder máximos das águias fez saber que está disposto a subir parada no que diz respeito ao vencimento do lisboeta (e da respetiva equipa técnica), na tentativa de, pelo menos, se aproximar à proposta de renovação que este tem em mãos, numa altura em que o contrato com o Fulham está prestes a terminar.
A formação londrina está a dar tudo por tudo para tentar convencê-lo a permanecer em Craven Cottage, de tal maneira que se predispôs a fazer o seu ordenado ‘disparar’ para os 7,5 milhões de euros (isto é, quase o dobro do que aufere atualmente), com uma oferta que tem como objetivo prolongar a ligação até junho de 2030.
A formação londrina está a dar tudo por tudo para tentar convencê-lo a permanecer em Craven Cottage, de tal maneira que se predispôs a fazer o seu ordenado ‘disparar’ para os 7,5 milhões de euros (isto é, quase o dobro do que aufere atualmente), com uma oferta que tem como objetivo prolongar a ligação até junho de 2030.
No entanto, as exigências de Marco Silva não se ficam pela questão monetária. O próprio pretende ter total autonomia na construção do plantel que terá à disposição, no Estádio da Luz, algo que o Benfica começo por rejeitar, mas que, agora, já vê com outro tipo de olhos, para que o processo siga em frente.
Benfica em contrarrelógio
O objetivo do Benfica passa, de resto, por dar este processo por encerrado o mais rapidamente possível, até porque o início dos trabalhos de pré-temporada está agendado já para o próximo dia 25 de junho, e a intenção é que, por essa altura, já Marco Silva esteja totalmente apto para colocar as ‘mãos à obra’.
O terceiro lugar na I Liga, aliado à vitória do Torreense sobre o Sporting, na final da Taça de Portugal, colocou os encarnados na desconfortável posição de começar a nova época desportiva de 2026/27 mais cedo, dado que terá de disputar a segunda pré-eliminatória da Liga Europa já a partir de 23 de julho.
Para já, o sentimento é de otimismo, mas, acrescenta a mesma publicação, sempre com uma dose de prudência, de tal maneira que, no passado fim de semana, a direção liderada por Rui Costa terá encetado contactos exploratórios com dois treinadores estrangeiros, para o caso de as negociações caíram, definitivamente, por terra.
José Mourinho à espera das eleições do Real MadridPara já, poucas ou nenhumas dúvidas sobram de que José Mourinho não será o treinador do Benfica, em 2026/27. O acordo com o Real Madrid é total, pelo que o Special One só espera, agora, pelas eleições do Real Madrid, que irão colocar, frente a frente, Florentino Pérez e Enrique Riquelme, no próximo domingo.






