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Rui Silva luta contra a ‘síndrome Adán’

Rui Silva luta contra a 'síndrome Adán'

Alerta na baliza do Sporting. Rui Silva luta contra a ‘síndrome Adán’

Má abordagem de Rui Silva custou um empate com o Estrela da Amadora, numa altura em que o Sporting está ativo no mercado em busca de um novo guarda-redes. Internacional português chega fragilizado à terceira época… tal como aconteceu com Antonio Adán.

Pior era possível… mas era difícil. O Sporting entrou na nova temporada desportiva de 2026/27 com o ‘pé esquerdo’, ao ter-se revelado sem ir além de um empate a duas bolas com o Estrela da Amadora, em jogo a contar para a jornada inaugural da I Liga, no qual chegou aos 72 minutos a vencer, por 0-2, à ‘boleia’ dos golos de Rodrigo Zalazar e Fotis Ioannidis.

 

Eduardo Quaresma ficou mal na ‘fotografia’, quando se ficou que o árbitro, João Gonçalves, iria assinalar uma falta, quando perdeu a bola para Leandro Antonetti, e Rui Silva seguiu-lhe as pisadas, já nos instantes finais, ao deixar escapar um remate aparentemente inofensivo por parte de Beni Souza, que acabou por selar o apito final, no Estádio José Gomes.

 

Se o defesa-central está de ‘pedra e cal’ no Estádio José Alvalade (a renovação contratual, até junho de 2031, e a inclusão no lote de capitães assim o comprova), o mesmo não se pode dizer do guarda-redes, que parte para a terceira época de leão ao peito numa posição mais fragilizada do que nunca.

 

O internacional português, recorde-se, regressou ao país-natal em janeiro de 2025, proveniente do Real Betis, a troco de uma verba próxima dos cinco milhões de euros, e conquistou de imediato a titularidade, desempenhando, inclusive, um papel fundamental numa trajetória que só terminaria com a conquista do título de campeão nacional.

 

De créditos firmados, partiu para 2025/26 com o estatuto intacto… mas sem a consistência até então denotada. Na retina, ficaram uma série de erros individuais, como a saída em falso na derrota ante o Napoli, por 2-1, a abordagem infeliz no triunfo sobre o Vitória SC, por 1-4, ou a defesa incompleta na vitória sobre o Nacional, por 2-1.

 

As dúvidas assentaram-se, e o arranque da temporada só serviu para as acentuar. Rui Silva ficou diretamente ligado ao ‘deslize’ cometido ante os tricolores, e, numa altura em que o mercado de transferências de verão permanece aberto, não é, de todo, garantido que a ‘revolução’ operada pela direção liderada por Frederico Varandas não venha também a afetá-lo.

Rui Silva luta contra o ‘síndrome Adán’

Para já, o objetivo de Rui Silva passa por afugentar, o mais rapidamente possível, o ‘fantasma’ do antecessor, Antonio Adán, que, curiosamente, percorreu um trajeto em tudo semelhante ao do sucessor, entre a chegada ao Sporting (em 2020, proveniente do Atlético de Madrid) e a saída (em 2024, a ‘custo zero’).

 

Tal como o português, também o espanhol chegou, jogou e conquistou a I Liga, então, sob as ordens de Ruben Amorim, mas, aos poucos, foi ‘perdendo gás’, tendo a segunda época de leão ao peito sido ingrata… e a terceira de ‘descalabro’ total, que teve o ponto mais baixo na famigerada visita ao Marseille.

 

Na altura, recorde-se, os verde e brancos entraram a vencer, no jogo da Liga dos Campeões, fruto de um golo ‘madrugador’ da autoria de Francisco Trincão, mas o guardião ‘borrou por completo a pintura’, comprometendo nos tentos de Alexis Sánchez e Amine Harit… e sendo expulso logo aos 23 minutos, tendo tudo culminado numa pesada derrota, por 4-1.

 

Os sinais de final de ciclo eram evidentes, mas a verdade é que o ‘veterano’ (que, entretanto, rumaria ao Esteghlal Tehran), viria a permanecer no Estádio José Alvalade por mais um ano, onde, é verdade, foi campeão nacional, mas, pelo meio, perdeu a titularidade para Franco Israel, despedindo-se de forma claramente ‘amargurada’, no final do mesmo.

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