A reação de Pedro Proença a áudios sobre árbitros
A reação de Pedro Proença a áudios sobre árbitros: "Descontextualizados…"

A reação de Pedro Proença a áudios sobre árbitros: “Descontextualizados…”
O presidente da Federação Portuguesa de Futebol Pedro Proença reagiu pela primeira vez sobre os áudios que vieram a público sobre as arbitragens em Portugal, quando ainda era líder da Liga Portugal.
Pedro Proença quebrou, esta quarta-feira, o silêncio acerca dos áudios que vieram a público com as suas declarações penosas sobre a arbitragem em Portugal, onde refere que a mesma é fraca, exceto alguns nomes mais fortes.
Com recurso às suas redes sociais, o agora presidente da Federação Portuguesa de Futebol considera que as afirmações foram obtidas de forma “ilegal e imoral”, e ainda que essas palavras do então líder da Liga Portugal estão “descontextualizadas”.
“Trataram-se de reflexões conjuntas que ficaram, de resto, explanadas no Programa Eleitoral com que me apresentei ao ato eleitoral para a FPF e que estão hoje em implementação no Plano Estratégico 2024-36”, continuou a explicar Pedro Proença.
“Tratando-se de conversas mantidas, como já referido, há mais de dois anos, reservo-me o direito de questionar não apenas a intencional forma contextualmente deturpada com que são apresentadas mas também o timing da sua divulgação”, completou o líder do futebol português.
Confira a reação de Pedro Proença nas redes sociais a toda a polémica:
“Apesar da relutância – que penso dever ser comum a qualquer cidadão, independentemente da sua profissão, cargo ou estatuto – em comentar áudios que, além de obtidos e divulgados de forma ilegal e imoral, apresentam excertos de conversas privadas, informais, truncadas, meticulosamente selecionadas, distorcidas, incompletas e descontextualizadas, sinto ser meu dever prestar os seguintes esclarecimentos:
1 – As conversas agora vindas a público – repito, privadas, informais, truncadas, meticulosamente selecionadas, incompletas e descontextualizadas – foram mantidas há mais de dois anos, num contexto pré-eleitoral, com todos os Clubes do Futebol Profissional e todos os restantes stakeholders do Futebol Português, em reuniões nas quais me apresentei, única e exclusivamente, como candidato às eleições para a Federação Portuguesa de Futebol;
2 – Nessas reuniões, mantidas nesse contexto muito específico, foram abordadas diversas matérias relevantes para o futuro do Futebol Português, entre as quais a arbitragem, a disciplina ou a equipa que me acompanharia caso o meu projeto fosse escolhido pelos Sócios Ordinários da Federação Portuguesa de Futebol. Entre muitos outros temas. Trataram-se de reflexões conjuntas que ficaram, de resto, explanadas no Programa Eleitoral com que me apresentei ao ato eleitoral para a FPF e que estão hoje em implementação no Plano Estratégico 2024-36.
3 – Tratando-se de conversas mantidas, como já referido, há mais de dois anos, reservo-me o direito de questionar não apenas a intencional forma contextualmente deturpada com que são apresentadas mas também o timing da sua divulgação, convidando todos a fazerem, de forma séria, essa reflexão.
4 – Constituindo matéria criminal suscetível de apreciação pelas entidades competentes, reservo-me ainda o direito de acionar todos os meios legais à minha disposição contra quem, de forma ilegal e cobarde, contribuiu para a sua obtenção e posterior divulgação pública.”




